Duas pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (11), em Santa Fé do Sul (SP), suspeitas de comercializar canetas emagrecedoras de forma clandestina. As prisões ocorreram durante a deflagração da Operação “Colateral”, conduzida pela Polícia Civil.
De acordo com a investigação, iniciada há pouco mais de um mês, os suspeitos traziam os medicamentos do Paraguai, sem qualquer controle sanitário e sem registro ou garantia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ainda segundo a polícia, os produtos eram divulgados e comercializados por meio de redes sociais.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. O objetivo foi recolher medicamentos, dispositivos, embalagens, aparelhos celulares, registros de venda e outros materiais que possam ajudar a identificar a cadeia de fornecimento dos produtos.
A Polícia Civil orienta que a população não adquira medicamentos por meios informais, como redes sociais ou vendedores não autorizados, recomendando a compra apenas em estabelecimentos regularizados, com prescrição médica e acompanhamento profissional. O uso de produtos clandestinos pode provocar reações adversas graves e sérios riscos à saúde.
A Anvisa reforça o alerta quanto à compra de medicamentos em canais informais e destaca sinais comuns de falsificação, como embalagens adulteradas, textos em idioma estrangeiro, preços muito abaixo do mercado e apresentação diferente da registrada oficialmente. Em atualização recente, divulgada em janeiro de 2026, a Agência determinou a apreensão e a proibição de produtos irregulares anunciados como tirzepatida, reforçando os riscos do mercado clandestino.
Os investigados podem responder por crimes como contrabando, cuja pena varia de dois a cinco anos de reclusão, e por falsificação ou adulteração de produto terapêutico ou medicinal, com pena que pode chegar de 10 a 15 anos de prisão, além de multa.