A Polícia Civil de Jales realizou, na tarde desta quinta-feira (3), uma operação para investigar um possível esquema envolvendo furto de energia elétrica e a comercialização de equipamentos destinados à adulteração de medidores.
A ação foi realizada por policiais da Delegacia Seccional de Jales, com apoio de equipes das Delegacias de Polícia de Urânia e Cedral e de técnicos da concessionária responsável pelo fornecimento de energia.
As investigações começaram após informações de que dispositivos eletrônicos estariam sendo oferecidos pelas redes sociais. Segundo a concessionária, os equipamentos poderiam utilizar pulsos eletromagnéticos para interferir no funcionamento dos medidores e reduzir artificialmente o consumo registrado.
Com autorização judicial para a quebra de sigilos de dados telemáticos, os investigadores conseguiram identificar o principal alvo da apuração. Trata-se do proprietário de um estabelecimento comercial especializado na venda de produtos eletrônicos.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram diversas peças e componentes que poderiam ser utilizados na montagem dos dispositivos investigados, além de um protótipo.
Os materiais foram apreendidos e deverão passar por exames periciais para verificar o funcionamento e a capacidade de interferência nos sistemas de medição.
Além dos equipamentos localizados no estabelecimento, os técnicos da concessionária identificaram uma irregularidade no próprio sistema de medição de energia do imóvel.
Segundo a Polícia Civil, um ímã estava acoplado ao medidor e provocava uma redução significativa no consumo registrado pelo equipamento.
O medidor foi substituído pela concessionária e a irregularidade foi formalmente documentada.
Diante da constatação da adulteração, o investigado foi preso em flagrante, em tese, pelo crime de furto de energia elétrica, previsto no artigo 155, parágrafo 3º, do Código Penal.
Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado para uma unidade prisional e permanece à disposição da Justiça, aguardando a audiência de custódia.
A investigação continua para verificar se os dispositivos apreendidos chegaram a ser comercializados para outras pessoas e para dimensionar os possíveis prejuízos provocados pelas fraudes.