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Guerra entre Ucrânia e Rússia faz nova vítima da região: jovem da região morre em combate
Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, natural de Santa Fé do Sul foi atingido por drone em dezembro; família pede apoio para repatriação do corpo
Por Jornalismo
20 de Janeiro de 2026 às 19:40
A guerra entre Ucrânia e Rússia fez mais uma vítima brasileira ligada à nossa região. O jovem Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, morador de Santa Fé do Sul, morreu durante o conflito no Leste Europeu. Este é o segundo caso registrado na região; o primeiro foi Leonardo dos Santos, morador de Ilha Solteira, cuja morte foi confirmada no início do mês.
Felipe era ex-aluno da Escola Estadual Líbero de Almeida Silvares (EELAS), em Fernandópolis, onde concluiu o Ensino Médio em 2019. Na época, residia em Estrela d’Oeste.
Segundo informações repassadas à família, Felipe morreu em dezembro, após um ataque de drone atingir a trincheira onde ele estava. A confirmação oficial do óbito, no entanto, só chegou aos familiares no último sábado (18). O corpo ainda não foi resgatado, pois permanece em uma área minada, o que dificulta o acesso.
Em entrevista ao blog Edson Ferreira Notícias, a mãe do jovem, Clarice Martins que reside em Rubinéia, afirmou que não sabia que o filho seguiria para a guerra. De acordo com ela, Felipe informou apenas que viajaria para Madrid, na Espanha, com fins turísticos, e não possuía experiência militar.
Conforme relatos de amigos, Felipe teria recebido, em outubro, uma carta-convite para integrar a Legião Internacional de Defesa da Ucrânia, com promessa de pagamento mensal de cerca de R$ 25 mil. Ele embarcou de São Paulo para Madrid no dia 19 de novembro, com retorno previsto ao Brasil em 1º de dezembro, o que não aconteceu.
Durante o período de treinamento, o jovem manteve contato limitado com a família, evitando falar sobre a rotina militar para não preocupar a mãe. A última conversa ocorreu no dia 9 de dezembro, quando Felipe avisou à irmã que seguiria para a linha de frente. No dia seguinte, ele ficou incomunicável.
Abalada, Clarice Martins fez um apelo às autoridades brasileiras para que sejam adotadas medidas que possibilitem a repatriação do corpo e o sepultamento do filho em sua terra natal. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso.
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