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Operação “Colateral” combate venda ilegal de canetas emagrecedoras em Santa Fé do Sul
Polícia Civil investiga comércio clandestino de medicamentos trazidos do Paraguai e alerta para riscos à saúde
Por Jornalismo
11 de Fevereiro de 2026 às 17:19
Duas pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (11), em Santa Fé do Sul (SP), suspeitas de comercializar canetas emagrecedoras de forma clandestina. As prisões ocorreram durante a deflagração da Operação “Colateral”, realizada pela Polícia Civil.
A ação em campo foi coordenada pelos delegados Higor Vinícius Nogueira Jorge, Marcelo Sales França e Matheus Arnaldo Pereira da Silva, com a participação de policiais civis da Central de Polícia Judiciária de Santa Fé do Sul, além de equipes da DISE, da DIG e da Delegacia Seccional de Polícia de Jales.
De acordo com as investigações, iniciadas há pouco mais de um mês, os suspeitos traziam os medicamentos do Paraguai, sem qualquer controle sanitário e sem registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ainda segundo a Polícia Civil, os produtos eram divulgados e comercializados por meio de redes sociais.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Nos locais, os policiais apreenderam medicamentos, dispositivos, embalagens, aparelhos celulares, registros de venda e outros materiais que podem contribuir para a identificação da cadeia de fornecimento dos produtos.
A Polícia Civil reforça o alerta para que a população não adquira medicamentos por meios informais, como redes sociais ou vendedores não autorizados, orientando que a compra seja feita apenas em estabelecimentos regularizados, com prescrição médica e acompanhamento profissional. O uso de produtos clandestinos pode causar reações adversas graves e representar sérios riscos à saúde.
A Anvisa também alerta sobre os perigos da compra de medicamentos em canais irregulares e aponta sinais comuns de falsificação, como embalagens adulteradas, textos em idioma estrangeiro, preços muito abaixo do mercado e apresentação diferente da registrada oficialmente. Em atualização divulgada em janeiro de 2026, a Agência determinou a apreensão e a proibição de produtos irregulares anunciados como tirzepatida, reforçando o risco do mercado clandestino.
Os investigados poderão responder por crimes como contrabando, cuja pena varia de dois a cinco anos de reclusão, e por falsificação ou adulteração de produto terapêutico ou medicinal, com pena que pode chegar a 10 a 15 anos de prisão, além de multa.
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