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Guerra no Oriente Médio pressiona combustíveis e acende alerta para possível greve de caminhoneiros no Brasil
Alta do diesel já impacta transporte e alimentos; empresário Vadão Gomes aponta risco de paralisação e critica custos elevados
Por Samuel Leite
18 de Março de 2026 às 16:24
A escalada da guerra no Oriente Médio já começa a refletir diretamente no bolso dos brasileiros. Nos últimos dias, os preços dos combustíveis registraram alta em todo o país, impulsionados pela valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões envolvendo países como Irã, Estados Unidos e Israel.
O diesel, principal combustível do transporte rodoviário, já acumula aumentos significativos — em alguns casos, superiores a 7% em poucos dias. Esse cenário impacta diretamente o custo do frete, pressionando o preço de alimentos e produtos em toda a cadeia produtiva.
Durante participação no jornalismo da rádio Alvorada nesta quarta-feira (18), o empresário Vadão Gomes, presidente fundador do Grupo Estrela e atuante no setor de transporte, destacou a preocupação crescente com uma possível paralisação dos caminhoneiros.
Segundo ele, o setor já sente os efeitos da alta nos custos e muitos empresários estão se antecipando para evitar prejuízos. “Nós já estamos estocando produtos, movimentando cargas e nos preparando para um possível cenário de greve. Se os caminhoneiros pararem, o Brasil para novamente”, afirmou.
Vadão também chamou atenção para o aumento generalizado de despesas no transporte, que vão além do combustível, incluindo pneus, manutenção, pedágios e encargos. Para ele, a situação se torna insustentável para muitos profissionais da estrada.
O empresário ainda criticou a instabilidade no mercado e apontou que há, além dos fatores internacionais, especulação nos preços. “Tem aumento que não se justifica apenas pela guerra. Existe exploração e isso preocupa ainda mais o setor”, disse.
Sobre uma possível paralisação, ele avalia que o risco é real. “Se continuar nesse ritmo, muitos caminhoneiros não vão conseguir manter suas atividades. A greve pode acontecer sim, porque a conta não fecha”, alertou.
Enquanto isso, o governo federal acompanha o cenário e já sinaliza medidas para evitar uma nova crise logística no país. Ainda assim, especialistas alertam que, enquanto o conflito internacional persistir, a tendência é de pressão contínua sobre os combustíveis.
A situação segue sendo monitorada, mas o alerta está dado: o impacto da guerra já chegou ao Brasil e pode trazer consequências ainda maiores nos próximos dias.
Confira a participação do empresário Vadão Gomes durante o jornal e veja os destaques dessa entrevista especial no conteúdo abaixo.
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