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Imagem: Reprodução IA
Trabalho análogo à escravidão: três empregadores da região entram na “lista suja” do governo federal
Casos registrados em 2025 em cidades do noroeste paulista acendem alerta para fiscalização e combate à exploração
Por Samuel Leite
15 de Abril de 2026 às 15:49
Um índice negativo que acende um alerta na região noroeste paulista. Três empregadores com atuação em cidades da região de São José do Rio Preto foram incluídos na atualização mais recente da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal na última semana.
Os casos são resultado de fiscalizações realizadas ao longo de 2025 nos municípios de Américo de Campos, Gastão Vidigal e Magda.
O registro mais grave ocorreu em Gastão Vidigal, onde 29 trabalhadores foram encontrados em situação irregular em alojamentos ligados ao cultivo de cana-de-açúcar. Ainda na mesma cidade, uma empresa de transportes também foi incluída na lista após a identificação de cinco trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Outro caso envolve um empregador individual, com ocorrências em propriedades rurais de Américo de Campos e Magda, onde três trabalhadores foram encontrados nessas condições.
A chamada “lista suja” reúne empregadores autuados após processos administrativos concluídos, sem possibilidade de recurso, sendo considerada um dos principais instrumentos de combate ao trabalho escravo no país.
Nesta atualização, foram incluídos 169 novos empregadores em todo o Brasil, um aumento superior a 6%. Entre os setores com maior número de ocorrências estão os serviços domésticos, a pecuária de corte, o cultivo de café e a construção civil.
A situação preocupa ainda mais diante de casos recentes na própria região. Em março deste ano, uma operação resgatou 44 trabalhadores em condições análogas à escravidão em cidades como Araçatuba, Buritama, Votuporanga e Floreal.
Já em São José do Rio Preto, uma mulher foi presa em 2025 suspeita de manter famílias de imigrantes bolivianos em situação precária, com restrição de liberdade e alimentação limitada.
Casos como esses reforçam a importância da fiscalização contínua e do combate rigoroso a qualquer forma de exploração do trabalho humano.
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