Notícias→Política→Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF e decisão entra para a história
Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF e decisão entra para a história
Votação marca primeira recusa em mais de um século e impõe derrota política ao governo federal
Por Samuel Leite
30 de Abril de 2026 às 08:00
Em um fato raro na política brasileira, o Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O nome, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi barrado por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
A decisão representa um marco histórico: é a primeira vez, desde 1894, que o Senado rejeita um indicado à Suprema Corte. O resultado também configura uma derrota significativa para o governo federal, especialmente em um ano eleitoral.
Horas antes da votação em plenário, Messias havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após uma sabatina que durou mais de oito horas. Durante o processo, o então advogado-geral da União buscou reforçar seu perfil técnico e sinalizar equilíbrio na relação entre os Poderes, além de abordar temas sensíveis e sua trajetória profissional.
Apesar disso, a oposição conseguiu articular votos suficientes para impedir a aprovação. Entre os principais pontos levantados estiveram sua atuação à frente da Advocacia-Geral da União (AGU) e sua proximidade com o governo federal.
Com a rejeição, o processo de escolha para a vaga no STF volta ao início. Caberá agora ao presidente da República indicar um novo nome, que passará novamente por sabatina na CCJ e votação no plenário do Senado.
A decisão ganhou grande repercussão em Brasília e passou a dominar o debate político. O episódio evidencia a tensão entre Executivo e Legislativo e aumenta a pressão sobre o governo, que precisará de uma articulação mais robusta para garantir a aprovação de um novo indicado.
Usamos cookies essenciais para o funcionamento do site e cookies não essenciais para análise e melhorias. Você pode aceitar ou recusar o uso de cookies não essenciais.