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EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais
Medida passa a valer em 5 de junho e amplia sanções financeiras, restrições migratórias e cooperação no combate ao crime organizado
Por Samuel Leite
30 de Maio de 2026 às 11:35
Os Estados Unidos anunciaram oficialmente a classificação das facções criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. A medida foi divulgada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e passa a valer a partir do próximo dia 5 de junho.
Segundo o governo americano, as duas facções estão entre as organizações criminosas mais violentas da América Latina e possuem atuação que ultrapassa as fronteiras brasileiras, alcançando outros países e impactando interesses dos Estados Unidos.
Com a decisão, PCC e Comando Vermelho passam a integrar listas internacionais de combate ao terrorismo, ao lado de grupos extremistas e organizações criminosas transnacionais já monitoradas pelas autoridades americanas.
Na prática, a classificação amplia significativamente as sanções contra integrantes, financiadores e colaboradores das facções. Pessoas, empresas ou instituições que forneçam recursos financeiros, apoio material ou qualquer tipo de auxílio aos grupos poderão ser alvo de investigações, processos e sanções por parte do governo dos Estados Unidos.
A medida também prevê o bloqueio de bens e ativos localizados em território americano, além da proibição de entrada nos Estados Unidos para integrantes ou pessoas ligadas às organizações. Instituições financeiras que identificarem movimentações suspeitas relacionadas aos grupos deverão comunicar imediatamente as autoridades competentes.
Especialistas avaliam que a decisão fortalece o combate internacional ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro, ao comércio ilegal de armas e a outras atividades ligadas ao crime organizado transnacional.
O anúncio repercute diretamente no Brasil e deve ampliar a cooperação entre órgãos de segurança pública, inteligência e autoridades internacionais no enfrentamento às facções criminosas que atuam dentro e fora do país.
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