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Governo suspende vacina contra dengue do Butantan; Infectologista fernandopolense esclarece dúvidas
Suspensão temporária da vacina do Instituto Butantan foi adotada após o registro de 42 eventos adversos graves; Dr. Márcio Gaggini esclarece que investigação é preventiva e reforça que não há comprovação de relação entre os casos e a imunização.
Por Samuel Leite
09 de Junho de 2026 às 17:34
Uma decisão anunciada pelo Ministério da Saúde nesta semana chamou a atenção de milhões de brasileiros e gerou questionamentos sobre a vacinação contra a dengue. O governo federal determinou a suspensão temporária da aplicação da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de 42 eventos adversos graves entre mais de 500 mil pessoas imunizadas em todo o país.
Entre os casos analisados pelas autoridades estão duas mortes. No entanto, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ressaltam que ainda não existe comprovação de que os episódios tenham sido provocados pela vacina.
A medida foi adotada de forma preventiva para permitir uma investigação mais detalhada dos registros e garantir a segurança da população.
Diante da repercussão do assunto, a Rádio Alvorada conversou com o infectologista Dr. Márcio Gagini, que esclareceu os principais pontos envolvendo a suspensão temporária da vacina.
Segundo o especialista, a decisão não significa que a vacina tenha sido considerada insegura ou ineficaz. De acordo com ele, a suspensão é uma medida cautelar adotada enquanto os órgãos de vigilância analisam se existe relação entre os eventos registrados e a imunização.
O médico explicou ainda que, em Fernandópolis, aproximadamente 300 pessoas receberam a vacina do Instituto Butantan, principalmente profissionais da área da saúde e equipes ligadas ao controle de vetores.
A orientação para quem recebeu o imunizante é permanecer atento entre o décimo e o décimo quarto dia após a aplicação. Caso apresente sintomas semelhantes aos da dengue ou sinais de alerta, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.
Dr. Márcio também reforçou que a população não deve abandonar as medidas de prevenção contra a dengue. Segundo ele, o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal ferramenta para reduzir os casos da doença, além de outras arboviroses como chikungunya, zika e febre do Oropouche.
O infectologista destacou ainda que a vacina passou por estudos clínicos e programas de aplicação antes de sua utilização em larga escala, e que a investigação atual busca justamente confirmar se os eventos registrados têm ou não relação com a imunização.
Segundo o Ministério da Saúde, as doses já distribuídas aos estados e municípios permanecerão armazenadas e refrigeradas até a conclusão das análises. A investigação será conduzida pela Anvisa com o apoio de especialistas em farmacovigilância.
Por enquanto, não há prazo para a conclusão dos estudos. Caso a segurança da vacina seja confirmada, a aplicação poderá ser retomada normalmente.
A orientação das autoridades é que a população busque informações apenas em fontes oficiais e mantenha os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue.
"Vacina da dengue suspensa temporariamente pelo Governo Federal. Mas afinal, quem já tomou o imunizante precisa se preocupar? O que está sendo investigado? E quais são as orientações para a população? A Rádio Alvorada conversou com o infectologista Dr. Márcio Gagini, que esclarece todas essas dúvidas. Acompanhe a entrevista."
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