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CBV cobra R$ 17 milhões do Governo do DF por competições realizadas em Brasília
Confederação afirma que recursos prometidos para a Liga das Nações e o Circuito Mundial de Vôlei de Praia não foram repassados; governo apresenta versão diferente
Por Bia Rodrigues
18 de Junho de 2026 às 08:25
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou, nesta quarta-feira (17), uma nota em que acusa o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL/DF) de não cumprirem compromissos financeiros relacionados à realização de eventos da modalidade em Brasília. Segundo a entidade, os valores envolvidos ultrapassam R$ 17 milhões.
De acordo com a CBV, um ofício assinado em outubro de 2025 previa o aporte de R$ 17,5 milhões para a realização da etapa brasileira da Liga das Nações (VNL) e de outras competições de vôlei. A entidade afirma que, em maio deste ano, recebeu um novo comunicado informando que o apoio financeiro não poderia ser formalizado por causa de restrições orçamentárias.
A confederação alega que a informação chegou quando toda a estrutura do torneio já estava em andamento, com contratos firmados, venda de ingressos, logística definida e compromissos assumidos com fornecedores e entidades internacionais do esporte.
Segundo a CBV, a maior parte do valor, cerca de R$ 11 milhões, seria destinada à etapa de Brasília da Liga das Nações, disputada entre os dias 3 e 14 de junho. Mesmo sem o repasse, a entidade decidiu manter a realização da competição e assumir os custos do evento.
A nota também menciona um débito relacionado à etapa de Brasília do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, realizada entre 29 de abril e 3 de maio. Conforme informou a confederação, um termo de fomento no valor de aproximadamente R$ 5,9 milhões foi assinado, mas o recurso ainda não teria sido liberado, o que estaria gerando cobranças de fornecedores envolvidos na competição.
Em resposta, a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal afirmou que não foi celebrado contrato, termo de fomento ou outro instrumento jurídico que criasse obrigação de repasse de recursos para a realização da Liga das Nações. O órgão informou ainda que medidas de contingenciamento adotadas pelo governo impediram a formalização do instrumento necessário para a transferência dos valores e que a CBV foi comunicada sobre essa impossibilidade antes da realização do evento.
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