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Investigação sobre emendas cita recursos para Macedônia e Santa Fé do Sul e leva STF a bloquear bens de Valdemar
Municípios do interior paulista, onde o PL possui forte atuação política, aparecem entre os beneficiados por emendas sob investigação da Polícia Federal.
Por CNN BRASIL
11 de Julho de 2026 às 22:10
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, passou a ser investigado por suspeita de direcionamento irregular de emendas parlamentares. Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi determinado o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário, valor correspondente ao montante das emendas apontadas na investigação da Polícia Federal.
A apuração é um desdobramento da Operação Transparência, que investiga um suposto esquema de direcionamento de recursos públicos por meio da utilização de servidores da Câmara dos Deputados e do registro de emendas em nome de parlamentares, embora, segundo a investigação, as indicações tivessem origem em um agente sem mandato parlamentar. A Polícia Federal sustenta que documentos, planilhas e mensagens apontam indícios dessa atuação.
Entre os municípios citados na investigação estão Macedônia, que aparece com uma emenda de R$ 220 mil destinada ao turismo, e Santa Fé do Sul, que teria recebido três emendas para a mesma área, somando mais de R$ 9,5 milhões. Também constam na relação cidades como Mogi das Cruzes, Ilha Solteira, Cafelândia e Guaíra, além de municípios da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e Pará.
Segundo a investigação, parte dos recursos foi utilizada para custear apresentações de artistas sertanejos em eventos municipais por meio de convênios com o Ministério do Turismo. Entre as atrações mencionadas estão a dupla Thaeme & Thiago, a banda Traia Véia e a cantora Mariana Fagundes.
Ao comentar o caso, Valdemar Costa Neto negou ter indicado emendas de forma irregular e afirmou que, em municípios sem representação em Brasília, a articulação costuma ser feita pelo líder da bancada do partido. Já sua defesa classificou a decisão do STF como baseada em "premissas frágeis" e afirmou que não há provas de participação do dirigente em qualquer esquema criminoso. Os advogados também sustentam que a interlocução entre dirigentes partidários e parlamentares faz parte da atividade política legítima e informaram que irão adotar as medidas judiciais cabíveis.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal. O STF também determinou que a Câmara dos Deputados apresente documentos relacionados às emendas citadas para subsidiar o andamento das apurações. Até o momento, não há decisão de mérito sobre as acusações.
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