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A vida e os sucessos de Dolly Parton, a lenda da música country
Dolly Parton ganhou vários prêmios pelo filme Coat of Many Colors, inspirado em sua canção de mesmo nome.
Por Bia Rodrigues
26 de Agosto de 2026 às 07:30
Dolly Parton, cantora de música country que cresceu nas montanhas Great Smoky do Tennessee, será lembrada por suas canções que contavam belas histórias com uma sinceridade marcante, como Coat of Many Colors, Jolene e I Will Always Love You.
A estrela da música morreu nesta terça-feira (25/8), aos 80 anos, informou comunicado divulgado pela família. Mais detalhes não foram divulgados.
Ao longo de uma carreira de sete décadas, Parton conquistou dez prêmios Grammy, vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo e escreveu mais de 3 mil músicas.
Parton levava a composição a sério e se considerava, antes de tudo, uma compositora. "É a minha maneira de me expressar", disse ela. "É a minha terapia."
Ela também era uma empresária astuta, que não tinha medo de tomar decisões difíceis. Com seu raciocínio rápido e seu charme sulista, assumiu o controle da própria carreira no mundo do entretenimento, que se estendeu por mais de 60 anos. Dolly Rebecca Parton nasceu em 1946, a quarta de 12 filhos, em uma família de agricultores pobres que vivia em uma cabana de apenas um cômodo no Tennessee.
Seu pai, Robert Lee Parton, era produtor de tabaco e pagou a um missionário com um saco de fubá para fazer o parto de Dolly.
A música já fazia parte da família. Sua mãe, Avie Lee, cantava músicas folk o tempo todo, enquanto uma tia tocava violão e compunha.
Em algumas de suas primeiras apresentações, Dolly era acompanhada ao violão pelo tio Bill Owens, que teve papel importante no início de sua carreira.
Aos seis anos, começou a cantar na igreja local, onde seu avô era pastor. Na adolescência, já se apresentava em uma emissora de televisão de sua região.
Em 1959, aos 13 anos, Dolly se apresentou com o tio Bill no Grand Ole Opry, em Nashville — programa transmitido ao vivo e considerado o maior palco da música country.
Ela foi apresentada por Johnny Cash e recebeu três pedidos de bis.
'Uma triste canção country'
Apesar de não saber ler partituras, Parton tocava vários instrumentos, incluindo banjo, harpa, piano e saxofone.
Seu primeiro sucesso a chegar ao primeiro lugar das paradas foi Joshua, em 1971, música que também lhe rendeu sua primeira indicação ao Grammy.
Em 1974, finalmente deixou o The Porter Wagoner Show para se dedicar à carreira solo. Para se despedir de Wagoner, escreveu I Will Always Love You, uma música que muitos interpretam como a história da separação de dois amantes.
"Essa é a música mais bonita que já ouvi", teria dito Wagoner, emocionado, quando a ouviu pela primeira vez, segundo o site de Parton.
Naquele mesmo ano, Elvis Presley se preparava para gravar uma versão da música, mas Parton desistiu do acordo quando o empresário do cantor exigiu metade dos direitos autorais da composição.
Ela passou a noite chorando por causa da difícil decisão. Mais tarde, Priscilla Presley contou a Parton que Elvis cantou a música para ela durante o divórcio dos dois.
Em 1992, Whitney Houston transformou a canção em uma balada que se tornou um clássico.
Parton contou que estava dirigindo quando ouviu a versão de Houston pela primeira vez e precisou encostar o carro: "Quando ouvi a voz dela passar do canto à capela para a parte acompanhada pelos instrumentos, sinceramente achei que fosse ter um ataque cardíaco. Foi uma das coisas mais emocionantes que já vivi."
A versão de Houston de sua "triste canção country" foi, segundo Parton, um dos momentos de que ela mais se orgulhou na vida.
Parton regravou a música para o filme The Best Little Whorehousein Texas, obra de 1982 em que atuou e pelo qual foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz.
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