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Professoras são afastadas após denúncia de suspeita de maus-tratos em creche
Mãe de criança de 2 anos teria colocado gravador na mochila do filho após perceber mudanças no comportamento e hematomas; Polícia Civil investiga o caso
Por Samuel Leite
27 de Agosto de 2026 às 13:00
Duas professoras de um Centro de Educação Infantil de Birigui foram afastadas preventivamente das funções na última segunda-feira (24), após uma denúncia de suspeita de maus-tratos contra crianças atendidas pela unidade.
Segundo informações registradas pela Polícia Civil, uma mãe, de 33 anos, registrou um boletim de ocorrência na segunda-feira (24), depois de ouvir áudios captados por um dispositivo de gravação que havia colocado na mochila do filho, de apenas 2 anos.
A mulher decidiu utilizar o gravador após perceber mudanças no comportamento da criança e o aparecimento de hematomas pelo corpo ao longo dos últimos meses.
Ainda conforme o relato apresentado às autoridades, as gravações feitas durante a rotina escolar teriam registrado indícios de agressões físicas, ofensas verbais e intimidações psicológicas contra as crianças.
Entre as situações relatadas, as profissionais investigadas teriam utilizado métodos para provocar medo nos alunos, como apagar as luzes e reproduzir sons assustadores com o objetivo de fazê-los dormir.
Após ouvir os áudios, a mãe procurou a Polícia Civil e formalizou a denúncia. Outros pais também teriam relatado mudanças semelhantes no comportamento dos filhos.
Diante das denúncias, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso, a conduta das funcionárias e eventuais responsabilidades.
Em nota, a direção do Centro de Educação Infantil Dilma Guimarães Azevedo informou que as duas trabalhadoras investigadas foram afastadas preventivamente.
A instituição também disponibilizou as imagens das câmeras de monitoramento para auxiliar nas investigações.
O centro atende crianças com idades entre quatro meses e quatro anos e afirmou que não compactua com qualquer tipo de irregularidade.
A Prefeitura de Birigui esclareceu que a unidade funciona por meio de gestão terceirizada, através de convênio, e informou que a Secretaria Municipal de Educação encaminhou o caso para acompanhamento do Conselho Tutelar e do setor jurídico.
A investigação continua e deverá esclarecer as circunstâncias dos fatos e eventual responsabilidade das pessoas envolvidas.
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