A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Votuporanga prendeu, nesta quarta-feira (28), três cidadãos colombianos — duas mulheres e um homem — durante a Operação Mil Faces, que investiga uma associação criminosa suspeita de furtar produtos de alto valor em grandes redes de farmácias de diferentes estados brasileiros.
Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros da Sé, Vila Mariana e Bela Vista, na capital paulista. Durante as buscas, os policiais apreenderam documentos e passaportes falsos, dinheiro em espécie, aparelhos celulares e produtos suspeitos de serem provenientes dos furtos investigados.
Segundo a Polícia Civil, os presos são R.P.C., de 46 anos, S.L.R.B., de 33, e Y.T.B., de 53 anos. O grupo é investigado por supostamente atuar de forma itinerante, percorrendo diferentes cidades do país para furtar mercadorias em estabelecimentos farmacêuticos.
Investigação começou em Votuporanga
As apurações tiveram início após o furto de produtos de alto valor comercial em uma farmácia de Votuporanga. Entre os itens levados estavam principalmente dermocosméticos e vitaminas.
De acordo com a investigação, os suspeitos agiam com divisão de tarefas. Enquanto o homem circulava pelos corredores, observando a movimentação e simulando ser cliente, as duas mulheres retiravam os produtos das prateleiras e os escondiam em bolsas grandes. Em seguida, o trio deixava o estabelecimento sem pagar pelos itens. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança da loja.
Os investigadores também apuraram que bolsas com revestimento semelhante a papel laminado seriam utilizadas para dificultar o funcionamento dos alarmes antifurto. A DIG já havia identificado método semelhante em outra investigação, que resultou na prisão de cinco venezuelanos.
Suspeitos usariam identidades falsas
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava veículos alugados para viajar entre estados e permanecia por curtos períodos em hotéis. Em algumas hospedagens, os investigados teriam apresentado dados pessoais falsos, o que dificultaria a identificação.
As investigações também apontaram registros anteriores dos suspeitos relacionados a furtos semelhantes em farmácias. Conforme a DIG, o homem já cumpriu pena nos Estados Unidos e constava na lista de difusão azul da Polícia Federal, além de possuir dois mandados de expulsão do país.
As mulheres também teriam utilizado diferentes identidades em abordagens e registros policiais. A multiplicidade de nomes atribuídos aos investigados deu origem ao nome da operação.
Com as prisões preventivas cumpridas e o material apreendido, a DIG de Votuporanga continua as investigações para apurar possíveis outros furtos e identificar eventuais conexões do grupo com crimes registrados em outras regiões do país.
Os três são investigados, e a responsabilidade criminal deverá ser estabelecida pela Justiça.