Estudo aponta que rótulos seguem pouco compreendidos, mesmo com mudanças recentes na rotulagem
Por Bia Rodrigues
31 de Março de 2026 às 11:44
Associados muitas vezes à “infância feliz” por meio de publicidade e memória afetiva, os alimentos ultraprocessados continuam cercados de dúvidas quando o assunto é informação ao consumidor. Um estudo recente aponta que, apesar de avanços na rotulagem, grande parte da população ainda não compreende corretamente os rótulos desses produtos.
A dificuldade começa na própria composição. Em geral, os ultraprocessados trazem listas longas de ingredientes, com nomes técnicos e pouco familiares, como emulsificantes, aromatizantes e adoçantes artificiais — elementos que não fazem parte do preparo doméstico comum.
Embora a rotulagem nutricional tenha passado por mudanças nos últimos anos, como a inclusão de selos frontais para alertar sobre altos teores de açúcar, gordura e sódio, especialistas indicam que essas informações ainda não são suficientes para garantir entendimento claro por parte do consumidor.
O problema é agravado pelo apelo emocional e cultural desses produtos. Muitos deles são fortemente associados a momentos de lazer e à infância, o que pode influenciar escolhas alimentares mesmo diante de alertas de saúde.
Do ponto de vista nutricional, os ultraprocessados são formulações industriais com alto teor de açúcares, gorduras e sódio, além de aditivos químicos, e estão relacionados ao aumento do risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.
Especialistas defendem que a leitura atenta dos rótulos ainda é a principal ferramenta para identificar esses produtos. No entanto, a complexidade das informações mostra que apenas a presença de dados não garante compreensão — o que reforça a necessidade de educação alimentar e políticas públicas mais eficazes.
Enquanto isso, os ultraprocessados seguem amplamente consumidos, muitas vezes sem que o consumidor compreenda exatamente o que está levando para casa.
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