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Notícias→Fernandópolis→Deficientes Visuais visitam museu de Paleontologia

Deficientes Visuais visitam museu de Paleontologia

Os rapazes tiveram contato também com um fragmento de meteorito lunar

Por Stephani Barbará
23 de Julho de 2026 às 08:58

Esta quarta-feira (22) foi bem especial no Museu de Paleontologia de Fernandópolis — conhecido como Museu dos Dinossauros —, onde dois alunos frequentadores da Associação dos Deficientes da cidade viveram momentos inesquecíveis. 

Sem o sentido da visão (ambos são cegos de nascença), eles utilizaram outros sentidos mais aguçados para aprender: a audição e o tato. Acompanhados pelo professor Carlos Eduardo Maia de Oliveira (Cadu), que é o curador voluntário do museu, os rapazes Gustavo Fontes, de 36 anos, e Darilson de Jales, de 20 anos, tiveram a oportunidade de tocar nos fósseis e nas paleoartes enquanto ouviam explicações sobre as peças. 

Em frente aos quadros, os presentes liam os textos para que eles pudessem entender a importância do acervo que estavam visitando. Um dos visitantes reconheceu, pelo tato, a costela de um dinossauro. Segundo o professor Cadu, o mundo desses rapazes reúne toque, sons, aromas e texturas. Quem acompanhou a visita se emocionou com o comportamento dos rapazes, que conseguiam entender cada mensagem, mesmo sem o sentido da visão. 

Esta experiência foi proporcionada graças à orientadora social Patrícia Carvalho, que organizou a visita. O professor Cadu ressaltou, bem emocionado: “momentos como este fazem valer a pena todo o esforço empreendido neste projeto”. O ponto alto da visita ficou reservado para o final. 

Os visitantes tiveram a oportunidade única — que ninguém teve até hoje — de tocar em um objeto raro: um fragmento de meteorito lunar. Esse pedaço da Lua se desprendeu após a colisão de um asteroide, viajou pelo espaço e caiu na Terra (na Mauritânia, África), compondo hoje uma exposição espacial. 

Eles, com o fragmento lunar nas mãos, puderam sentir a textura e fazer uma conexão imediata com o objeto que viajou pelo espaço a uma distância de 480 mil quilômetros.

O museu da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Fernandópolis já começou a tomar providências para conseguir placas desenvolvidas por impressoras 3D, que vão informar aos deficientes sobre a história das peças. Além disso, um sistema de áudio também poderá prestar as informações. O professor Cadu disse que os espaços culturais terão, cada vez mais, a inclusão de todos os moradores e visitantes que queiram conhecer o museu.

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