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Mensagem atribuída à secretária de Educação levanta questionamentos sobre mobilização política de servidores em Fernandópolis

Em um dos trechos, a mensagem afirma: “nosso prefeito e o vice solicitou o nosso empenho em levar público”

Por Stephani Barbará
14 de Setembro de 2026 às 11:44

Uma mensagem atribuída à secretária municipal de Educação de Fernandópolis, encaminhada em um grupo ligado à própria Secretaria, chegou à Rádio Alvorada e levantou questionamentos sobre uma possível pressão hierárquica para mobilização política.

De acordo com o conteúdo recebido pela reportagem, a mensagem menciona uma suposta solicitação do prefeito João Paulo Cantarella e do vice-prefeito Marcos Mazeti para que integrantes do grupo se empenhassem em “levar público” para um evento realizado na cidade.

Em um dos trechos, a mensagem afirma: “nosso prefeito e o vice solicitou o nosso empenho em levar público”.

O texto também indica que a mobilização deveria ocorrer independentemente de a pessoa apoiar outro candidato.

A situação chama atenção porque a mensagem teria sido encaminhada dentro de um grupo vinculado à estrutura da Secretaria Municipal de Educação e atribuía diretamente ao prefeito e ao vice-prefeito uma solicitação de mobilização.

A questão levantada pelo Alvorada Notícias  foi justamente onde termina um convite de participação voluntária e onde poderia começar uma eventual pressão hierárquica, especialmente quando a orientação é transmitida dentro de uma estrutura da administração pública.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Fernandópolis negou que o prefeito e o vice-prefeito tenham determinado a convocação de servidores ou autorizado qualquer tipo de cobrança, pressão hierárquica ou utilização da estrutura administrativa para mobilização política.

Em nota, o município afirmou que, caso tenha ocorrido alguma iniciativa por parte de uma secretaria, poderia ter se tratado de um convite para que pessoas interessadas conhecessem as propostas dos candidatos e, de forma voluntária, convidassem amigos e familiares.

A Prefeitura também declarou que não foi solicitado que servidores fossem obrigados a comparecer, levar público ou realizar qualquer atividade em razão do cargo que ocupam.

Segundo a Administração Municipal, a mensagem encaminhada no grupo ligado à Secretaria de Educação foi uma iniciativa da responsável pelo envio e “sua redação não reproduziu adequadamente o caráter espontâneo e facultativo do convite”, dando margem a uma interpretação equivocada.

A Prefeitura informou ainda que, assim que tomou conhecimento da situação, reforçou que atividades de natureza político-partidária não devem ser tratadas como atribuição funcional, nem envolver cobrança, controle de presença ou qualquer tipo de consequência para o servidor que não queira participar.

O município reafirmou que respeita a liberdade e a autonomia da escolha política dos servidores e que não compactua com constrangimento ou pressão no ambiente de trabalho.

Leia a nota na íntegra:
A Prefeitura de Fernandópolis esclarece que o prefeito João Paulo Cantarella e o vice-prefeito Marcos Mazeti não determinaram a convocação de servidores municipais, tampouco autorizaram qualquer tipo de cobrança, pressão hierárquica ou utilização da estrutura administrativa para mobilização política.

Se ocorreu alguma coisa, por conta da ação de algum secretário, o que pode ter havido foi um convite para que pessoas que tivessem interesse em conhecer as propostas dos candidatos participassem voluntariamente do encontro e, se desejassem, estendessem o convite a seus amigos e familiares. Em nenhum momento foi solicitado que servidores fossem obrigados a comparecer, levar público ou realizar qualquer atividade em razão do cargo que ocupam.

A mensagem encaminhada no grupo ligado à Secretaria Municipal de Educação foi uma iniciativa da responsável pelo envio e sua redação não reproduziu, adequadamente, o caráter espontâneo e facultativo do convite, dando margem a uma interpretação equivocada.

No entanto, assim que tomou conhecimento da situação, a Administração Municipal reforçou que atividades de natureza político-partidária não devem ser tratadas como atribuição funcional, nem envolver cobrança, controle de presença ou trazer qualquer tipo de consequência ao servidor que não queira, espontaneamente, participar.

A Prefeitura, então, reafirma que respeita integralmente a liberdade e autonomia da escolha política dos servidores e não compactua com nenhuma forma de constrangimento ou pressão no ambiente de trabalho.

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